28 de nov de 2016



«. . . desde que Jesus entrou no meu coração. . .»

Minha fé cristã influi em minha idéia da vida e a dirige em todos os aspectos? Declaro-me cristão e seguidor da fé cristã; a pergunta que agora me faço é: «Será que essa minha fé cristã afeta meu conceito da vida, no todo e nos pormenores? ela está sempre determinando a minha reação e a minha resposta às coisas específicas que acontecem?» Ou então, podemos colocar a questão assim: «Está claro e óbvio para mim e para toda gente que toda a minha abordagem da vida, a minha concepção essencial da vida, em geral e em particular, difere completamente da do que não é cristão?» É preciso que o seja.

O Sermão da Montanha começa com as bem-aventuranças. Estas descrevem pessoas totalmente diversas de todas as demais, tão diferentes como a luz das trevas, tão diferentes como o sal da putrefação. Se, pois, somos dife¬rentes no essencial, temos que ser diferentes em nossa maneira de ver todas as coisas e em nossa reação a tudo que sucede. Não conheço melhor indagação que uma pessoa possa fazer a si própria, em quaisquer circunstâncias, do que essa. Quando lhe sobrevier algo que o transtorne, pergunte-se: «Minha reação é essencialmente diversa do que seria se eu não fosse cristão?» Lembremo-nos do ensino. . . que consta no final do capítulo cinco do Evangelho (segundo Mateus).

Você decerto lembra que nosso Senhor colocou a questão em termos como estes: «Se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis mais do que os outros?» E isso. Cristão é aquele que faz «mais do que os outros». É aquele que é absolutamente diferente. E, se em cada detalhe de sua vida, não penetrou este seu cristianismo, você é um cristão de tipo muito inferior, é um homem de «pequena fé».

Studies in the Sermon on the Mount, ii, p. 139,40.

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